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Crianças e a internet: até que ponto esta relação pode ser positiva?

30 jul 2018 • por Gabriella Brandão • 3 Comentários

Crianças e a internet: até que ponto esta relação pode ser positiva?

Quem é pai e mãe provavelmente já se viu com a dúvida na cabeça: devo controlar o que os meus filhos fazem na internet? Quem pensa que sim sabe dos perigos da rede, embora a internet também abra caminhos para o conhecimento, desenvolvimento de habilidades de uso tecnológico e diversão saudável. Porém… a poderosa ferramenta de estudos apresenta perigos na mesma proporção de suas vantagens e uma falta de controle pode ser mais prejudicial para as crianças do que a maioria das famílias imagina.

A tecnologia já acompanha as crianças desde o nascimento e está se tornando comum conviver com smartphones, tablets ou computadores desde os primeiros anos de infância. O uso das telinhas tem suas vantagens cognitivas, mas também traz prejuízos para as crianças quando ocorre de forma abusiva. Há diversos estudos que já provaram que, horas excessivas em frente as telas podem prejudicar a visão e concentração e até desencadear transtornos como hiperatividade.

Se o mundo real já apresenta muitas novidades para os pequenos, o mundo virtual é igualmente atrativo, com milhares de coisas que podem ser exploradas sem precisar sair de casa. A natural curiosidade das crianças costuma despertar um interesse precoce em querer conhecer mais sobre as possibilidades da internet e é aí onde mora o perigo.

O pior prejuízo que o uso livre da internet pode causar é o dano psicológico de navegar por sites inapropriados ou entrar em contato com pessoas mais velhas que estejam mal-intencionadas. Muitas vezes, o risco pode sair dos limites da tela, se algum estranho convencer a criança a passar informações pessoais ou até marcar um encontro real.

Por mais que os pais queiram limitar o acesso e controlar o que os filhos fazem nas telinhas, é difícil se sentir seguro quando a criança está em contato com um mundo tão cheio de possibilidades. Felizmente, há uma série de atitudes que podem ajudar a manter as crianças longe dos perigos virtuais e garantir um acesso saudável a internet. Confira as nossas dicas:

DIÁLOGO
A criança estará ainda mais segura se estiver ciente dos riscos que corre, é claro. Isto só é possível através do diálogo constante e da construção de uma relação de confiança entre pais e filhos. Pedófilos costumam utilizar salas de bate-papo e fóruns para procurar suas vítimas e se aproveitam do anonimato da rede para tentar se aproximar de crianças e adolescentes, as vezes fingindo afeto, amizade e interesse.

Se não for possível controlar o acesso a esse tipo de site, é importante que as crianças se sintam à vontade para relatar aos pais caso conversem com estranhos na rede. É necessário fortalecer a consciência dos pequenos quanto ao perigo de dar atenção aos estranhos do mundo virtual e de acreditar em tudo o que dizem.

ACESSO RESTRITO
Utilize todas as ferramentas possíveis para limitar o acesso dos filhos a sites perigosos, de conteúdo pornográfico ou ofensivo. Essas páginas podem abrir até mesmo em forma de vírus, mesmo que o usuário não esteja procurando por este tipo de conteúdo.

A pornografia é só um item pequeno em uma lista gigantesca de possibilidades negativas. As crianças que utilizam a internet também estão sujeitas ao acesso de blogs e páginas que fazem apologia a violência, divulgam racismo, intolerância e tantos outros conteúdos duvidosos, que podem causar prejuízos educativos.

No caso de smartphones e tablets, há aplicativos que ajudam a restringir o acesso das crianças, proporcionando mais segurança de uso. Nos computadores, é possível bloquear páginas indesejadas e fiscalizar os históricos de visualização, para ter um controle maior do conteúdo acessado. Os pais também devem deixar o computador em um local em que a tela fique visível e limitar o tempo de acesso diário a rede.

COMPORTAMENTO
A atenção dos pais não deve se restringir a tela do computador. Uma criança que esteja envolvida em algo perigoso, pode dar sinais de que há alguma coisa errada e reparar em possíveis mudanças de comportamento é importante para proteger a criança.

Se o seu filho se mostra nervoso ou ansioso, tenta esconder o que está vendo na tela ou parece preocupado quando alguém usa o computador, é um sinal de que há alguma coisa errada. Se a atitude parecer suspeita, é fundamental investigar o que está acontecendo e, mais uma vez, fortalecer a confiança entre pais e filhos através do diálogo e atenção.

EXPOSIÇÃO
Se o conteúdo no qual as crianças acessam é um risco, o que elas produzem na rede, sem dúvida, é outro. Além de controlar o que pode ser acessado, os pais também devem ficar atentos com o que as crianças fazem nas redes sociais ou em conversas privadas.

Envio de fotos e vídeos pode expor o seu filho, atrair a atenção de criminosos e até mesmo colocar a criança no alvo de práticas desagradáveis como o cyberbullying. A rede também pode se tornar uma poderosa ferramenta para que grupos de crianças e adolescentes humilhem e façam chacota com algum colega ou vizinho.

EDUCAÇÃO VIRTUAL
A internet provavelmente irá acompanhar o seu filho por toda a vida, da mesma forma que acompanha a maioria dos adultos de hoje. Se as crianças irão conviver desde cedo com essa ferramenta, elas precisam estar cientes não apenas dos riscos, mas também sobre como manter um comportamento adequado quando se está atrás de uma tela.

Ensine aos seus filhos a importância do respeito, que tem o mesmo valor do mundo real no mundo virtual. Mostre-os que o discernimento sobre o que é certo e errado existe também quando estamos protegidos atrás de uma tela e oriente aos seus filhos para que relatem se virem algo que pareça errado ou impróprio.

A abertura de um canal eficiente de diálogo não é apenas a chave para uma relação segura das crianças com a internet, mas também um segredo para que os pequenos saibam aproveitar o melhor da rede sem sofrer com a contaminação de discussões virtuais, trocas de ofensas e conteúdos desrespeitosos. Uma ação conjunta de pais e filhos pode transformar a rede em uma ferramenta educativa e isto é exatamente o que qualquer criança precisa.

By: Ana Paula Bretschneider

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3 Comentários
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  2. […] Por Ana Paula Bretschneider Fonte: www.dicaspaisefilhos.com.br […]

  3. Ismael   ///   16/06/2019 - 04H36

    Excelente matéria .
    Temos que ficar atentos.

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