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Cuidados com o berço

04 dez 2015 • por Gabriella Brandão • 1 Comentário
Berço

O bebê está chegando. Será que temos tudo preparado? Berço americano? Confere. Jogo de berço? Confere. Protetor de berço? Travesseiro? Bichinhos hipoalérgicos? Móbiles? Sim. Está tudo comprado. Mas, será que era questão apenas de comprar o berço e algumas dezenas de acessórios e brinquedos?

O post de hoje vem tirar algumas dúvidas sobre os cuidados que precisamos ter com os berços, seja na hora de comprá-los ou sobre a forma de acomodar os pequenos.

Escolhendo o berço
Existem vários pontos a serem considerados na hora de comprar o berço. O tamanho do móvel é apenas um desses vários pontos. O berço padrão americano costuma ter a medida de 1,30m por 0,70m. De qualquer forma, são diversos os tipos de berço e opções não vão faltar, visto que muitos berços já acompanham cômoda acoplada, trocador, armário, gaveteiro, etc. Uma boa opção, é o berço que se transforma em uma minicama. Isso pode ser útil, daqui um tempo.

Segurança é fundamental. Lembre-se que nem todos berços disponíveis no mercado são 100% confiáveis. Portanto, verifique atentamente os detalhes. O berço deve vir com manual de instalação em português e instruções básicas de como montá-la.

Evite os berços com revestimento em plástico ou que possuem degraus entre a cabeceira e as laterais e atente-se ao espaçamento entre as grades. Todo cuidado é pouco quando se trata do bebê.

O tipo de colchão é, talvez, ainda mais importante. Este precisa ser firme e perfeitamente compatível com as dimensões do berço, evitando que o bebê possa prender os dedos em pequenos vãos.

O kit de roupa de cama não precisa ter nada além do necessário. Menos é mais, quando se trata do kit de roupa de cama. O lençol precisa encapar o colchão, ficando bem preso. Assim, mesmo se o bebê se mexer muito a noite, os tecidos não vão chegar ao seu rosto.

Além disso, esvazio o berço! Como já foi dito: menos é mais. A verdade é que especialistas ainda não entrarem em consenso sobre o uso do travesseiro. Uns sugerem o uso de travesseiros com até 3 cm de altura. Outros recomendam que o bebê não utilize travesseiro, visto que os bebês conseguem ficar com a postura adequada sem ele. Então, na dúvida, use um travesseiro bem fino.

Todas as dicas apontadas aqui tem uma principal preocupação:

Risco de sufocamento
A principal causa de morte de crianças com até 1 ano de idade, no Brasil, é a sufocação e esta ocorre, na maior parte dos casos, por uso inadequado dos acessórios que acompanham berço. Qualquer coisa em excesso pode ser perigoso ao bebê, por exemplo: bichinhos de pelúcia, travesseiros, cobertores, posicionadores, etc.

Durante o sono, recomenda-se que a criança durma sempre com a barriga para cima. Caso contrário, ao virar, alguns acessórios macios podem acabar obstruindo as vias aéreas do bebê. Lembre-se que eles ainda não desenvolveram mecanismos de defesa, por isso são tão frágeis.

É compreensível que, no início, os pais prefiram que o bebê durma com eles na cama. Um erro! O bebê pode sufocar com as cobertas ou mesmo com os pais. O ideal é que o quarto dos pais tenha espaço para um berço, pelo menos nos primeiros meses.

Conforme os bebês crescem, os riscos vão desaparecendo. Dessa forma, o bebê pode passar a dormir em um quarto separado, amparado pelo uso da babá eletrônica. Além disso, os pais acabam se acostumando e se tornando mais atentos aos sons do bebê. Reparem: qualquer som diferente acaba nos chamando atenção.

Esse tipo de cuidado não é importante apenas para que o bebê durma bem e seguro. São hábitos que, se incentivados corretamente desde pequenos, acabam tendo continuidade durante a infância. Ou seja, se o bebê não se acostuma a dormir com os pais, quando criança, também não fará isso.

Informação e cuidado são os principais fatores para evitar situações de risco, graves ou não.

Um passo-a-passo cai bem
Já tendo abordado alguns dos principais cuidados, vale a pena listarmos os principais deles, em forma de lista. São os principais deles:

• Verifique se o colchão se acomoda perfeitamente ao berço, principalmente se o colchão for comprado separadamente.

• Se o berço que você estiver para utilizar for muito antigo, a pintura pode conter traços de chumbo. Se for o caso, é interessante mandar lixá-lo por completo e pintar novamente. Isso evita riscos de contaminação.

• Não deve haver protetores ou enfeites para completar espaços vazios no berço. Os braços ou pernas podem ficar presos nesses vãos. Na verdade, esses protetores, principalmente em regiões secas ou em grandes cidades, acaba acumulando pó, atrapalhando a respiração do bebê.

• Antes de colocar o bebê para dormir, sempre verifique se não há nada que possa ser sugado por ele. Botões e até a fraldinha de boca podem representar um risco.

• Posicione o berço distante de janelas, luminárias, móveis, fios, etc. Enfim, qualquer coisa que o bebê possa puxar ou que sirva de apoio para pular. Destaca-se esse cuidado, principalmente, quando o bebê está próximo dos 10 ou 11 meses de vida.

• Se o bebê começar a se sustentar de quatro, retire o móbile ou outros brinquedos que atravessem o berço.

• Quando o bebê começar a ficar em pé, tire os protetores laterais, caso os utilize. Além disso, certifique-se de deixar o colchão na posição mais baixa possível. Se a parte de cima das barras alcançar a região do peito do bebê, quando em pé, sugerimos que faça a transição para a caminha – por isso a sugestão do berço que se transforma em uma minicama.

• Verifique sempre a posição de armários ou prateleiras e se estão bem colocadas e seguras. Vale, ainda, lembrar de fechar sempre as gavetas e portas.

• Aos que optaram, principalmente, por berços com cômodas e trocadores acoplados: não deixe produtos de higiene infantil como loção, talco e lenços umedecidos ao alcance deles.

Conhecendo melhor o bebê
Os pais de primeira viagem, geralmente, ficam mais preocupados com todos esses cuidados, o que é totalmente justificável. É importante frisarmos que, além de tomar esses cuidados, conhecer o ritmo do bebê é algo que só os pais podem fazer por eles. Prestar atenção, por exemplo, quando o bebê chora muito a noite, se ele está desconfortável, horário em que ele sente mais fome… Todos esses pontos são sinais dados pelo bebê aos pais, diariamente.

É fato que os bebês estabelecem uma linguagem única para lidar com os pais. Reforçamos que seguir recomendações de segurança é fundamental em todos os momentos, mas é importante também observar o bem-estar dos bebês. Um bebê bem cuidado desde muito pequeno, aos poucos, vai se tornando uma criança independente.

E os bebês não param, sabemos disso. Cada passo que ele dá, representa um novo desafio. Para eles e para nós. Nosso dever é, justamente, garantir que ele consiga dar cada um desses importantes passos para o seu desenvolvimento. E é exatamente por isso que você acompanha esse blog. Certo?

Agora nos diga. O que achou das nossas dicas de hoje? Tem mais alguma dica? Dúvidas ou Sugestões? Compartilhe conosco suas experiências e cuidados com o berço do bebê.

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