Saúde

Ansiedade na infância e adolescência

01 dez 2022 • por Gabriella Brandão • 0 Comentários

Saiba como identificar os sintomas e lidar com a ansiedade na infância e na adolescência.

Para começar, ter que encarar a ansiedade e seus sintomas não é tarefa fácil durante nenhuma fase da vida. Agora, você já imaginou passar por isso durante a infância e a adolescência? Durante essas etapas da vida, o ser humano ainda não tem a maturidade emocional para encarar isso sozinho, além de estar passando por uma série de mudanças físicas e hormonais.

Todos esses fatores acabam dificultando a identificação dos sintomas, uma vez que, enquanto as crianças ainda não sabem se expressar bem sobre o que estão sentindo, os adolescentes têm a tendência a se fechar, se isolando nos momentos difíceis. É preciso ter uma atenção redobrada para identificar a ansiedade na infância e na adolescência, mas separamos algumas dicas que podem te ajudar a lidar com mais esse desafio.

Como identificar?

A ansiedade é um sentimento que mistura algumas sensações, como o medo, a insegurança, a preocupação com o futuro, a sensação de pressão ou incerteza. Ela é considerada uma emoção normal quando surge em momentos nos quais nos deparamos com situações que possam provocar essas sensações. É quando a ansiedade começa a influenciar o funcionamento da pessoa que ela se torna um sinal de alerta, indicando que algo está errado. No caso de crianças e adolescentes, a ansiedade pode fazer com que o jovem deixe de fazer coisas ou de ter uma atividade que faz parte da sua rotina por conta do transtorno.

Os sintomas da ansiedade durante a infância e a adolescência são parecidos com os da ansiedade na vida adulta, mas a falta de maturidade emocional e outros fatores do meio acabam alterando a forma com que estes se manifestam. É comum que os sintomas surjam em sequências alternadas, sendo mais ou menos frequentes durante certos períodos, além de variarem de pessoa para pessoa. Alguns dos sintomas mais comuns são:

Alterações no sono ou dificuldades para dormir
Desmotivação
Dores de cabeça
Excesso de medos e preocupações
Falta de ar
Irritabilidade ou apatia
Mudanças no apetite
Reclusão social
Roer as unhas
Oscilações no humor
Queda do rendimento escolar
Tonturas

A pressa na adolescência é outro fator que ajuda a agravar os casos de ansiedade. A identificação e tratamento dos sintomas o quanto antes é interessante para que outros problemas psiquiátricos não se desenvolvam a partir da ansiedade.

Como lidar?

É preciso observar os sinais da ansiedade de crianças e adolescentes, criando um parâmetro entre o que é, de fato, um sentimento normal. Aqui, nos referimos a situações que são consideradas normais durante essas fases da vida. Por exemplo, medo de monstros imaginários, perder o carinho de um amigo ou ter dificuldades em uma prova. Contudo, a identificação dos sintomas fica mais fácil quando se tem claro o que é o “normal” de se estar vivenciando tanto na infância quanto na adolescência.

Procure entender as causas da ansiedade e como ela está afetando o dia a dia do seu filho. Se mostre aberto ao diálogo, conversando sobre os medos e as frustrações da criança ou do adolescente. Crie um ambiente seguro na hora de lidar com a ansiedade. Tente encontrar atividades que ajudem a aliviar os sintomas, como exercícios de respiração ou exercícios físicos.

Resumindo, a buscar ajuda profissional é necessário no momento em que você perceber que a situação é mais séria. É importante lembrar que quanto mais cedo o tratamento correto for aplicado, maiores as chances da criança ou adolescente conseguir se recuperar das crises e aprender a utilizar as ferramentas necessárias para lidar com a ansiedade.

Para assistir

Por fim, a série documental “O Meu Lado Invisível”, disponível na Apple TV, apresenta histórias esclarecedoras que ajudam a entender o estado atual da saúde mental e do bem-estar emocional, com relatos de celebridades como Lady Gaga e Princípe Harry. A série ajuda a entender melhor o impacto que as questões relacionadas à saúde mental, como a ansiedade, têm no nosso dia a dia, ajudando a eliminar o estigma e trazendo esperança ao passar a sensação de que não se está sozinho nessa batalha.

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